sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Um sorriso. Só preciso de um sorriso teu, de um olhar que apanhe os pedacinhos de minha alma e os leve novamente à orbita. Faz um frio aqui dentro, ali dentro, talvez dentro de você também. Parece que tudo se resume a uma força interior capaz de suportar os maiores pesos do mundo. Por isso eu espero. E como não fazê-lo se esperar é tudo o que me motiva a continuar a olhar para frente? Gosto do voar da borboleta e do som das águas de uma cachoeira batendo nas pedras lisas ao redor. Gosto de sentir-me livre e ouvir um rock n’ roll sozinha enquanto minha mente ruma em direção a ti. E canto. E sorrio. Relembro de inúmeros momentos que poderia reviver todos os dias. Agora estou a tua frente, e tudo que espero é um sorriso, o teu. Espero que tua mão venha de encontro a minha, lentamente, com medo da rejeição. E que você, dono destas mãos, perceba o meu nervosismo sendo expresso pelos meus dentes, delicadamente, pressionados contra meu lábio. Meus pés que batem no chão ritmados e frenéticos, ansiosos. E que você compreenda quando minhas palavras saírem embaralhadas devido às milhares de sensações que surgem, uma a uma, quando observo que tu estás vindo em minha direção. E tudo se aglomera num só canto da alma, sem perspectiva de sair. E espero tu passar. Se sorrir ganharei o dia, estarei mais feliz do que qualquer outra mulher. Porque na verdade - eu sei disso - não preciso de ti, nem do teu corpo. Preciso apenas do teu riso, e isto já basta para tornar-me a criatura mais feliz do mundo.
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