quarta-feira, 21 de julho de 2010

Incontrolável

” Qualquer refúgio serve, desde que não permaneça aqui respirando culpa, decepções, lembranças. Respirando você! ” Era isso que dizia a mim mesma, até me mudar. Paredes em branco, ainda com cheiro de tinta ao invés do teu perfume. Movéis novos - ainda plastificados, na janela uma bela vista para o lago. E uma surpresa: Você estava ali. Presente em cada objeto, em cada cheiro, em cada partícula de ar. Eu o trazia para perto, estava em mim, em cada espaço do meu pensamento, por menor que fosse. Eu não podia controlar. E ainda ousava lhe pedir para não mais partir, não outra vez.

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